
Acredito absurdamente que um complementa o outro, quando não, podemos dizer que estes se fundem. O mesmo alimento que nutre o organismo de forma natural, equilibrada e consciente, pode ser utilizado como um magnífico componente para uma formulação cosmética. Ou seja, aplicado de maneira exímia na pele e nos cabelos. É um verdadeiro resgate à ancestralidade, como comentei no post anterior. Receitinhas caseiras de pura beleza, realizadas por nossas mães, avós, bisavós e até onde nossa árvore genealógica permitir. A escolha dos ingredientes se dá de maneira harmoniosa, apurada, distinta. Buscando conhecer a procedência, valorizando o produtor e a comunidade onde este está inserido, fortalecendo a importância da inutilização de produtos químicos, suprindo as necessidades dos seres humanos atuais, sem comprometer o futuro das próximas gerações, por preservar o meio ambiente, praticar um comércio justo e sem crueldades. O Slow é reconexão, é auto-apreciação. É ler os rótulos com atenção, sem paranoias, apenas com o intuito de certificar-se que aquele produto lhe atende. É filosofia de vida, busca pela beleza construída e contínua, consciente do processo inevitável de envelhecimento. É vaidade saudável, amor-próprio, ao outro e à natureza. Pratiquemos!
Texto: Deborah Nozawa; Imagem: Pixabay